MULHERES NA SEGURANÇA PÚBLICA

Fãs de seriados policiais já sabem: a cena do crime fala. Qualquer vestígio aparentemente inocente pode ser o fio condutor de uma investigação. Como personagens que ganharam vida e saíram da tela, mulheres brasileiras — peritas, delegadas e acadêmicas — aprenderam a desvendar sinais de crimes motivados por questões de gênero.

Com isso, essas profissionais multiplicaram tipificações de feminicídios em seus estados de origem e garantiram punições mais rigorosas a homens que não amavam as mulheres. Antes da atuação delas, os crimes eram tratados como homicídios comuns e tinham penas mais brandas.

Em março de 2015, a Lei 13.104/2015 alterou o Código Penal Brasileiro e incluiu o feminicídio como uma das formas qualificadas do homicídio. É quando a morte de uma mulher decorre de violência doméstica e familiar ou quando provocada por menosprezo e discriminação da condição do sexo feminino.

Uma das pessoas convidadas para formular o documento da ONU foi a perita criminal da polícia do Rio Grande do Sul e ex-diretora do Departamento de Criminalística do estado, Andréa de Paula Brochier.